Confira os
Mitos e verdades

Mitos e verdades

Há muita especulação acerca dos simuladores de direção e, sobretudo, a respeito da eficácia e da importância dessa ferramenta para a formação de condutores. Por isso, reunimos aqui alguns dados relevantes sobre o tema, para esclarecer dúvidas e, principalmente, desmistificar informações que, muitas vezes, são passadas sem a devida responsabilidade. Confira!

1. O simulador torna o processo de obtenção da CNH mais caro.

Mito - O custo para o aluno não sofre alteração, pois não há aumento da carga horária de aulas. O que ocorre é uma substituição: em vez de fazer todas as aulas práticas em vias públicas, parte delas são aplicadas no simulador. Inclusive, nesse contexto, vale citar que estudos realizados no Rio Grande do Sul, estado pioneiro na obrigatoriedade do simulador, comprovam que houve redução no custo médio para a obtenção da CNH, por conta da diminuição do número de aulas práticas realizadas pelos alunos, já que o índice de aprovação no exame prático aumentou.

2. O uso do simulador veicular aumenta a segurança no trânsito.

Verdade - Isso ocorre porque o equipamento treina o autocontrole e a segurança dos condutores em situações que simulam a realidade das ruas e estradas, como chuva forte e neblina, por exemplo. Também são simuladas situações adversas e de risco, às quais o futuro motorista não poderia ser submetido com segurança nas aulas práticas em vias públicas, como aquaplanagem e ultrapassagens. O equipamento permite ainda melhor fixação do conteúdo aprendido no curso teórico, uma vez que os alunos são impactados com alertas a cada infração e/ou erro cometido durante o trajeto e recebem relatórios de erros de conduta ao final das aulas.

3. Não há dados que comprovem a eficácia do uso do simulador.

Mito - Pesquisas realizadas na Holanda, na Universidade Politécnica de Madri (Espanha) e em uma das mais conceituadas universidades do mundo, a de Iowa, nos Estados Unidos, definem os simuladores como ferramentas de alta precisão, que recriam a experiência de dirigir. No Brasil, há levantamentos consolidados, realizados, por exemplo, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Os estudos não apenas comprovam a eficácia da tecnologia usada nos equipamentos na redução de acidentes, como também garantem que eles melhoram o processo de formação de novos motoristas. Outros resultados obtidos no Rio Grande do Sul, no Acre, na Paraíba e em Alagoas, estados em que o uso dos simuladores teve início, confirmam a redução no número de reprovação no exame de prática de direção veicular, indicando que os candidatos chegam mais preparados e seguros à fase final do processo de habilitação.

4. Só no Brasil ele é obrigatório.

Verdade - O simulador de direção veicular já é uma realidade mundial. Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Nova Zelândia, Holanda, Espanha, Japão, Tailândia, China, França, Portugal, República Tcheca, Irlanda, Rússia e Eslováquia são alguns dos países que utilizam os equipamentos na formação de seus condutores e tiveram queda significativa no número de acidentes entre novos motoristas. Os órgãos reguladores dessas nações perceberam que o aprendizado por meio da condução simulada é a melhor alternativa para formar condutores conscientes, que não ofereçam grandes riscos ao trânsito, uma vez que foram treinados em situações controladas, mensuradas e seguras.

5. Não houve discussão sobre o assunto.

Mito - O tema é debatido desde 2009 em Câmaras Temáticas, Fóruns Consultivos e em diversas Audiências Públicas realizadas na Câmara Federal. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) visitou diferentes Detrans de todo o país, além de Sindicatos de Autoescolas locais, para que as particularidades regionais fossem contempladas com a regulamentação do simulador. Já no âmbito acadêmico, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou debates e promoveu discussões envolvendo a Federação Nacional das Auto Escolas e Centro de Formação de Condutores (FENEAUTO), Sindicatos Regionais e autoescolas.

6. É na rua que se aprende de verdade. Aulas no simulador não trazem os mesmos benefícios que as aulas práticas.

Verdade - Em vias públicas, aluno e instrutor estão permanentemente envolvidos com motoristas e demais elementos do trânsito, e sofrem diversas influências, sejam elas climáticas, relacionadas à trafegabilidade da rua e até mesmo de segurança, já que a qualquer momento pode ocorrer um assalto ou um acidente. Além disso, ficam vulneráveis a interferências inesperadas, como pedestres que não respeitam a sinalização, animais que transitam livremente nas ruas e interdição imprevista de vias. Essas e outras situações tendem a provocar nervosismo, ansiedade e estresse no futuro condutor, que pode se sentir desmotivado e até atrapalhado em momentos em que deveria estar concentrado em aprender. Em contrapartida, as aulas no simulador seguem princípios pedagógicos básicos, como a progressão de execução de tarefas mais simples para as mais complexas, explorando as vantagens tecnológicas da simulação ancoradas em um plano de aula consistente e previamente elaborado, em ambiente seguro, que proporciona ao aluno a oportunidade de treinar o quanto for preciso determinada dificuldade – tudo isso documentado em relatórios de avaliação, com análises instantâneas de desempenho, o que possibilita correções de erros e conceitos que não foram completamente absorvidos.

7. Todo conteúdo teórico é colocado em prática no simulador.

Verdade - As aulas no simulador foram desenvolvidas por especialistas em educação de trânsito, pedagogos, médicos, psicólogos, engenheiros de tráfego, climatologistas, desenvolvedores 3D, matemáticos e físicos. Sendo assim, com base em todo o conteúdo teórico que o aluno deve aprender, esses profissionais adaptaram a grade pedagógica de forma que o condutor desenvolva suas habilidades motoras e sensoriais para agir corretamente a cenários rotineiros e situações adversas, que vão desde a verificação da manutenção e das condições das peças e comandos do carro (bem como o uso dos pedais, marchas e regulagem da acomodação), até estacionar e conduzir o veículo em aclives e declives.

8. O simulador só serve para formar novos motoristas.

Mito - O conteúdo pedagógico disponível no simulador de direção é eficaz não somente no processo de formação de condutores, como também no treinamento, capacitação, aprimoramento e reciclagem de motoristas. Principalmente para quem tem medo de dirigir ou se sente inseguro em enfrentar determinadas situações nas ruas, o equipamento é uma excelente ferramenta, pois permite que o condutor “erre” quantas vezes forem necessárias até atingir seu objetivo – seja ele dirigir à noite ou fazer baliza.

9. O simulador torna mais lento o processo de obtenção da CNH.

Mito - Justamente por possibilitar ao aluno fazer aulas noturnas em qualquer horário do dia, treinando sua segurança sem se expor aos riscos dessa prática nas vias públicas, o simulador acelera o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação. Além disso, com toda a base teórica e pedagógica disponível, o processo de aprendizagem também fica mais rápido, graças ao registro de infrações realizado durante as aulas. Com os relatórios de desempenho, é possível focar em dificuldades específicas que o candidato tem, potencializando, assim, seu aprendizado e autoconfiança.

10. Mais que uma ferramenta pedagógica, o simulador de direção faz o Brasil se aproximar de grandes potências mundiais no que diz respeito à tecnologia e inovação.

Verdade - O equipamento não só oferece a oportunidade de intensificação dos processos de aprendizado, padronização e controle da formação do condutor, como também proporciona, por meio da alta tecnologia, a inclusão de pessoas e lugares que não teriam acesso a um nível tão alto de informação e inovação. Por ser o Brasil um país de dimensões continentais, é incrível pensar que, do Oiapoque ao Chuí, milhares de condutores têm à disposição um equipamento altamente tecnológico, alinhado às principais tendências mundiais de simulação de realidade.